Tecnicas de Remada de SUP
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As 6 Técnicas Mais Importantes de Remada no SUP

Remar de Stand Up funciona para mim como uma trilha funciona para um trilheiro. É uma forma de ir de um ponto a outro passeando pela natureza, curtindo o visual e respirando ar puro. Mas assim como tem gente que faz “corrida de aventura” – correndo trilhas em alta velocidade, com o objetivo de chegar mais rápido do que os outros –, também tem gente que curte remar rápido em competições de velocidade.

Essa turma da velocidade ajuda no desenvolvimento de pranchas e remos cada vez mais eficientes, sempre em busca dos menores tempos. Eles também estudam as técnicas de remada em seus mínimos detalhes. E esse conhecimento pode ser útil para todo mundo que gosta do esporte, seja para competir ou para passear.

Competição de SUP na Ilhabela. Aloha Spirit Festival.
Prova de Stand Up Paddle do Aloha Spirit Festival, na Ilhabela

Em geral, os atletas recomendam:

1. Alongar o braço e dobrar os joelhos para uma remada mais esticada, começando bem na proa do SUP.
2. Usar o corpo inteiro numa alavanca, como o movimento de um pistão, aproveitando toda massa muscular para impulsionar a prancha para frente.
3. Forçar o remo só até a pá chegar na lateral de seus pés. Afinal, quando o remo passa para trás dos pés, ele mais puxa a popa da prancha para dentro da água do que empurra a prancha para frente.
4. Levantar o remo da água verticalmente e trazê-lo para frente em linha reta, usando os músculos do abdômen. Assim ele chega mais rápido na proa do que quando levamos o remo pela lateral, num movimento circular.
5. Girar a pá do remo, deixando-a paralela à prancha, enquanto trás o remo para a frente. Assim, o atrito do ar com a pá é minimizado, exigindo menos esforço no movimento.
6. Remar com mais velocidade do que força. A prancha ganha mais velocidade com remadas em alta frequência do que com remadas fortes.
A remada do stand up paddle, como fazer.
A remada “correta” de SUP

Em longas travessias, alterno entre várias técnicas. Remadas mais curtas ou longas, mais fortes ou mais fracas, e assim vai. Até o posicionamento das pernas eu alterno. A maior parte do tempo vou com os pés paralelos, mas às vezes deixo um na frente do outro. Essa técnica é particularmente interessante quando temos vento lateral e somos obrigados a remar apenas de um lado da prancha por um longo período. Assim, se estou remando apenas do lado direito, deixo a perna esquerda na frente e a direita para trás e sinto que avanço com mais eficiência.

É claro que cada pessoa tem suas técnicas preferidas e você tem que achar as que funcionam mais para seus objetivos. O mais importante é que você esteja confortável e se divertindo. Pessoalmente, acho que remar por horas pensando apenas nas “técnicas mais eficientes” trona a remada entediante. Mas gosto de conhecê-las. Sei que em uma situação de emergência vou conseguir ser rápido, tirando o máximo proveito força que tenho disponível.

Treino de SUP para prova na Ilhabela

Mesmo curtindo mais passear do que correr, também gosto das competições de Stand Up Paddle. Já participei de algumas (aqui você pode ler os relatos das provas do Aloha Spirit) sem a menor ambição de ganhar ou chegar ao pódio, mas sempre com a intenção de conhecer pessoas que curtem o esporte tanto quanto eu. Além disso, as competições são oportunidades incríveis para testar técnicas e comparar seu próprio resultado com o que obteve em edições anteriores. Recomendo!

Texto e fotos: Daniel Aratangy

2 Responses

  1. Excelentes dicas!

    Me identifico com a forma como vc utiliza o SUP, como travessia e conhecimento dos locais de exploração.

    Sou do RJ e também pratico SUP com essa finalidade. Tenho uma prancha Race inflável da Brazzos há 9 anos! (modelo igual ao que vc tem em alguns posts antigos).

    Será um prazer compartilhar uma travessia contigo se um dia vier ao Rio!
    Abcs

    1. Oi, Vitor. Obrigado pela mensagem!!!
      Essa prancha da Brazzos é mágica, rs. Fiz grandes aventuras com ela e tenho o maior carinho.
      Legal saber que você curte remar pra conhecer lugares novos, como eu.
      Quando for pro Rio, dou um toque!
      Abraço!

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