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Enfrentando o Oceano Pacífico

Pequena travessia em Coquimbo, no Chile
Stand Up Paddle (SUP) no Chile, na praia Totoralillo

 

“Se eu fosse você, não iria”, foi o que ouvi do Felipe – dono do quiosque que aluga pranchas de SUP, na Praia de Totoralillo, no Chile. O vento estava muito forte e as ondas imensas. Além do mais, ele disse que nunca saia na maré baixa, por causa das pedras.
Mas aquele era o único dia e horário que eu poderia remar. Estava na véspera da volta ao Brasil, depois de uma viagem de sete dias pelo Vale do Elqui. Tinha visto que a praia era a melhor da região para a prática de Stand Up Paddle e peguei 25 quilômetros de estrada (saindo de La Serena) só para chegar lá.
Quiosque da Surf Totoralillo que aluga pranchas de SUP

 

Expliquei que tinha experiência. Contei do Caminhos do SUP. Disse que dava conta. Mesmo assim, Felipe disse que podia ser perigoso, que eu não conhecia as águas do Oceano Pacífico, mas acabou cedendo. Me emprestou uma roupa térmica (a temperatura da água lá é baixa até no verão) e escolheu a prancha mais larga para alugar. Foi comigo até a beirada do quiosque para explicar o melhor caminho para entrar na água, evitando a quebra das ondas e as pedras do fundo.
Praia de Totoralillo, perto de La Serena, no Chile

 

Dei uma volta grande até o canto esquerdo. Entrei protegido por uma paredão. Logo que passei a ponta senti o vento me empurrando para trás. As ondas vinham bem grandes e mesmo estando depois da rebentação, elas eram pontudas, difíceis de vencer.
Melhor ponto para entrar no mar com o SUP – abrigado do vento e das ondas e sem muitas pedras no fundo

 

Minha ideia inicial era contornar a costa, para apreciar de perto a paisagem semiárida. Porém, poucas remadas foram suficientes para perceber que isso não seria possível. Tinha que remar forte, sem parar, sempre contra as ondas e o vento, no máximo uns 30 graus mais aberto. Qualquer variação de curso maior que isso deixava a prancha instável demais.
Costa da região norte de Coquimbo, no Chile

 

Remei, remei, remei e avancei devagar. Depois de quase quarenta minutos, estava em mar aberto e as condições não tinham melhorado. Resolvi voltar, porque já estava cansado e não estava aproveitando tanto.
E voltar foi uma delícia! As ondas e o vento me levaram muito rápido de volta. Agradeci mentalmente o Felipe por ter escolhido a prancha larga. Era realmente muito eficiente no surf. Foi tão bom que resolvi remar um pouco mais em direção ao mar aberto, para voltar de novo com vento e ondas a favor. Como uma criança que quer ir de novo e de novo no brinquedo do parque de diversões. Maravilha!
Pista de skate que faz parte do Surf Totoralillo

 

Mais informações podem ser encontradas no site do Felipe, Surf Totorallilo. Ele cobrou 20 mil pesos (equivalente a 80 reais) por uma hora de prancha e roupa. O espaço ainda oferece venda de equipamentos, aulas de Stand Up e surf, half de skate, boulder e alojamento.
Trajeto de Stand Up na Praia de Totoralillo, Coquimbo – Chile

 

Distância = 3 km
Duração = 50 minutos
Vento ida = muito forte, contra
Vento volta = muito forte, a favor
Ondas ida = muito fortes, contra
Ondas volta = muitos fortes, a favor
Cidade = Coquimbo, próximo a La Serena, no Chile
Texto e fotos: Daniel Pluk

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