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A Segunda Maior Ilha de Ubatuba

Remando de SUP até a Ilha do Mar Virado

Vista aérea da Ilha do Mar Virado, em Ubatuba – SP
PRANCHA NOVA

Depois de dar a volta completa na Ilha Grande (RJ), minha prancha ficou com alguns arranhões e resolvi mandar pro concerto. Deixei com o Vicente, de Ubatuba, um cara super bacana que todo mundo indica. Algumas semanas depois, fui buscá-la e foi como estar com uma prancha nova, de novo. Tava lindona. Mas como a aparência não é tudo, precisava testar na água pra saber se a prancha tinha ficado realmente boa.

Imagem aérea da Ponta da Fortaleza, na Praia da Fortaleza, em Ubatuba – SP
DRONE AO MAR

No dia seguinte saí da Praia Vermelha do Sul meio sem rumo. Já nas primeiras remadas, percebi que a prancha tava muito mais leve, deslizando mais rápido. Quando me dei conta já tava na Ponta da Fortaleza. Parei ao lado das pedras e resolvi levantar o drone dali mesmo, do meio do mar. Era a primeira vez que fazia isso. A decolagem foi bem tranquila, sem incidentes. Fiz várias fotos e alguns vídeos. O problema foi a aterrissagem.

Consegue me ver? Sou só um pontinho no meio do oceano.

Onde tem vento, o drone não fica completamente parado. E nem a prancha. Então era quase impossível coordenar as duas coisas ao mesmo tempo. Além disso, toda vez que consegui fazê-lo se aproximar de mim, os sensores que evitam que ele bata o afastavam de mim. Enfim, tive que tentar o pouso na mão, num momento de desespero, com a bateria já quase acabando. Acabei pegando ele com as pontas dos dedos, me alongando inteiro, pra ele não cair na água. No fim deu tudo certo, mas decidi nunca mais fazer isso.

Ilhote de Dentro e Ilhote de Fora, vistos da Ilha do Mar Virado
ILHOTE DE DENTRO E ILHOTE DE FORA

Feliz por não ter perdido o drone, resolvi seguir mais um pouco, até os ilhotes que ficam entre a costa a Ilha do Mar Virado. Dei a volta completa nos dois, tentando achar um lugar pra deixar a prancha e subir. Mas o mar tava um pouco mexido e, como a prancha tinha acabado de voltar do concerto, não quis arriscar. Só observei de fora mesmo.

Pier na Ilha do Mar Virado
ILHA DO MAR VIRADO

E como já estava ali, resolvi continuar até a Ilha do Mar Virado. Lá não há praias. A costa é toda de pedras e o interior é dominado pela floresta densa. Me disseram que há apenas um morador ali. Eu não o conheci mas seus cachorros vieram dar um oi.

Acho que é um esqueleto de baleia, não é?

Logo na chegada vi o esqueleto que imagino ser de uma baleia. Afinal, vira e mexe elas aparecem por ali. No ano passado, vi uma enquanto velejava nas proximidades e, no mesmo mês, outra apareceu morta na ilha. Os ossos estão arrumados sobre uma pedra alta e chamam muito a atenção. Parecem um aviso, no estilo O Senhor da Moscas.

Fotografando o esqueleto na Ilha do Mar Virado
SÍTIO ARQUEOLÓGICO

Eu queria ter entrado pelas trilhas para conhecer a ilha melhor, mas não tinha levado chinelo. Uma pena. Lá tem um sítio arqueológico muito importante para entender a história dos moradores primitivos do Brasil. Pesquisadores acharam uma série de esqueletos e utensílios com mais de 3 mil anos. Impressionante. Preciso voltar lá pra entender isso direito.

Arrumei o lugar perfeito pra deixar a prancha
DADOS DA TRAVESSIA DE SUP EM UBATUBA

Distância = 16 km

Duração = 2 horas e 45 minutos de remada

Condições = vento e ondas fracas vindos de sul

Cidade = Ubatuba, SP

Mapa da travessia de SUP até a Ilha do Mar Virado, em Ubatuba
COMO CHEGAR NA ILHA DO MAR VIRADO

Remando: saindo da Praia da Lagoinha ou da Praia da Fortaleza.

De Barco: procurar barqueiros locais nessas mesmas praias.

 

Texto e fotos: Daniel Aratangy

4 Responses

  1. Olá! Algum motivo especial para escolher a prancha rígida para essa travessia? Poderia ter feito com a inflável?

    Obrigado

    Cadu

    1. Olá, Cadu!
      Cara, foi só porque estava com ela na mão. Daria pra ter feito com a inflável sem problemas. Sempre faço travessias longas com ela.
      Abraço e boas remadas, Daniel

  2. Ola.
    Gostaria de pedir que seja mais cauteloso com as informações publicadas.
    A ilha é propriedade particular. Existe família que lá reside.
    Você não pode simplesmente publicar uma informação do tipo, como chegar lá, procure um barqueiro. Ou, se tivesse um chinelo, teria feito a trilha.
    É proibido acesso sem autorização.
    Fique atento a esse tipo de postagem.
    Na próxima vez tenha um pouco mais de zelo com os lugares que desce. Se informe melhor.
    Você poderia ser recebido com prazer para conhecer a ilha. Mas não faça dessa forma. Afinal, ninguém chega na sua casa sem avisar, correto?! E muito menos passar as coordenadas de como chegar.
    Reflita sobre isso.

    1. Oi, Patrícia.
      Obrigado pelo sua mensagem!
      Acho que você tem razão. Realmente não devemos chegar na casa das pessoas sem avisar e sem sermos convidados.
      Mas no Brasil é proibido possuir uma ilha. Muita gente acha que é possível porque sempre ouvimos falar dos ricos e poderosos que têm casas nesses paraísos.
      O que pouca gente sabe é que até eles são obrigados a deixar uma entrada para as praias e para ilha em si.
      E isso é um ponto muito positivo da nossa legislação. Assim fica assegurado que todos podem ter acesso às belezas do litoral.
      E eu realmente acredito que a melhor maneira de conscientizar as pessoas a preservar natureza é mostrar como ela é bonita assim, selvagem. Quanto mais incentivarmos as pessoas com imagens, textos e visitas, mais teremos aliados nessa luta pela preservação.
      O que você acha?
      E quanto à casa dos moradores da ilha, eu nunca entraria sem avisar. Se por acaso eu a encontrasse, seria simpático e tentaria fazer amizade com eles, como faço com todo mundo. Assim foi em muitas outras paradas por onde passei. Não teve uma única vez que os moradores locais não me receberam com entusiasmo, contando suas histórias e ouvindo as minhas. Esse contato é muito enriquecedor.
      Sinto se te desagradei, mas não vejo nada que eu poderia ter feito de diferente.

      Mais uma vez, obrigado pela sua mensagem. É ruim falar só com quem tem a mesma opinião que eu. E contestações desse tipo realmente me fazem refletir.

      Abraço e boas remadas!

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