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Travessia na Ilha Grande


Circum-navegação da Ilha Grande, saindo de e voltando para Angra dos Reis
Primeira parada da travessia de Stand Up Paddle: Lagoa Azul

O despertador tocou quando ainda era noite. Na escuridão do camping da Janete, o céu estava cheio de estrelas e as galinhas dormiam empoleiradas. Acendi a lanterna do celular. Comi frutas e bolachas. Fui tropeçando em raízes e galhos até a praia, onde tinha deixado a prancha de SUP. Estava cansado. Minhas mãos ficaram cheias de bolhas de tanto remar nos dias anteriores, mas não queria parar. Esse era o terceiro dia de remada e estava quase deixando o lado aberto pro oceano para trás. Além disso, logo mais o tempo ia virar. Se não terminasse a travessia no quarto dia, dificilmente conseguiria terminar depois. Enquanto remava, pensei em toda a preparação, o tempo de expectativa, o planejamento.

Sol nascendo no mar, no terceiro dia da travessia de circum-navegação da Ilha Grande – RJ
Preparação para a Travessia de SUP na Ilha Grande

Tinha comprado enlatados, frutas, bolachas, amendoins, barras de proteína e géis de carbo-hidrato. Imprimi um mapa da Ilha Grande e mandei plastificar. Estava acompanhando a previsão do vento meses antes da travessia. Cada hora ele vinha de um lado e era impossível saber como ia se comportar com antecedência. A verdade é que só dá pra decidir o que fazer na véspera. Afinal, o mais importante é ver a direção do vento nos dias de mar aberto, para pegá-lo a favor. O contra na parte abrigada é um pouco mais tranquilo. Por isso, na primeira vez que fiz a circum-navegação da Ilha Grande, foi no sentido anti-horário e, dessa vez, no horário.

Também queria evitar dormir ao relento, descansando pouco e, pior, violando regras de preservação ambiental. Na primeira vez, passei uma das noites na Praia de Dois Rios, onde é proibido pousadas e campings. Tive que amarrar uma rede entre duas árvores e me esconder dos guardas florestais. Dessa vez, por causa da condição do vento, vi que daria pra fazer a travessia num trajeto menor, entrando menos nas enseadas, e em um dia a menos. Fazendo em 4 dias, ao invés de 5, conseguiria passar todas as noites em lugares com moradores e estrutura para dormir.

Essa ideia, de fazer em um dia a menos, só me ocorreu quando já tinha começado a travessia. Tinha dormido na casa de amigos em Angra dos Reis, onde deixei meu carro. Comecei a remar às seis da manhã, imprimindo um ritmo forte, que acompanhava pelo relógio com localizador GPS. Empolgado com o começo, atravessei o canal como um foguete e cedinho já estava curtindo a Lagoa Azul praticamente vazia.

Água transparente na Lagoa Azul, principal ponto turístico da Ilha Grande – RJ
Visitando a Lagoa Azul

Toda vez que vou à Lagoa Azul fico impressionado com a beleza e com a transparência da água, e também com a sujeira deixada pelos barcos de passeio. De cima da prancha é como se a água não existisse. Parecia que estava flutuando sobre as pedras, areia, peixes e tartarugas da lagoa. Só os plásticos que quebravam o clima. Eram sacos, embalagens de bolacha, de carne para churrasco, danoninho e tudo mais.

Remando de Stand Up Paddle na Lagoa Azul da Ilha Grande, no primeiro dia de remada

Fiz umas imagens ali e parei logo em seguida, numa pequena praia. Dali em diante só peguei vento contra. Quando cheguei na frente da Vila do Abraão (a maior da Ilha Grande), o vento ficou muito forte, fazendo com que as remadas rendessem pouco. Parecia que remava só para me manter parado, mal avançava. E ainda tinham os barcos que passavam, um atrás do outro, lotados de turistas, tirando finas e me desequilibrando.

Deixando a Lagoa Azul para trás e seguindo até a Praia de Palmas, na Ilha Grande
Chegada na Praia de Palmas

Aos trancos e barrancos, consegui chegar na Praia de Palmas, às 13h. Tinha feito uma boa quilometragem e essa era a última praia com estabelecimentos comerciais antes da Ponta de Castelhanos (que separa a parte virada pro continente do mar aberto). Era o lugar perfeito para comer e passar a noite. E foi ali, depois de descansar um pouco, ver e rever o mapa da ilha, e consultar a previsão do vento para os próximos dias, que tive a ideia de tentar fazer a travessia em quatro dias. Para isso, teria que remar quase trinta quilómetros no dia seguinte, mas o vento estaria fraco. Parecia ser a melhor opção.

Fim de tarde na Praia de Palmas, onde passei a primeira noite
Ponta dos Castelhanos

O segundo dia foi mais um de sol sem nuvens. Às sete horas da manhã já estava completamente suado, morrendo de calor. Mergulhava o chapéu e a camiseta no mar, na tentativa de esfriar o corpo. Passar Castelhanos foi duro por causa do mar mexido no costão de pedra. Quando vi a Praia de Lopes Mendes, parei de remar. Sentei na prancha e ali mesmo comi um lanche, me hidratei. Pensei em descer até a praia, mas o percurso aumentaria bastante e ainda tinha muito pela frente.

Pier que serve como ponto de lazer para os turistas que visitam a Praia de Palmas
A Viagem de Remar Sozinho

Com vento lateral, fui em linha reta, cortando a grande enseada, para a Praia de Dois Rios. Remando sozinho, sem ninguém para conversar, a cabeça foi longe. O sol tava batendo nas minhas costas e fiquei viajando nos raios solares que penetravam o azul do mar, até se perderem nas profundezas. A sombra da minha cabeça era o centro de um grande asterisco desenhado pelo sol na água. E cada raio se mexia como labaredas, acompanhando o balanço do mar. No meio disso tudo, apareceram seres muito pequenos que refletiam a luz do sol. Eram pontos brilhantes, como plânctons, só que azuis e de dia. No começo eram poucos, mas logo encheram todo o mar. Eram tantos pontos de luz que parecia o céu estrelado numa noite de lua nova. A superfície da água era a linha bamba que separava a noite, embaixo, do dia, acima.

Segundo dia de remada, chegando na Ponta dos Castelhanos
Praia de Dois Rios

A chegada em Dois Rios foi espetacular. Como era cedo, ainda não tinha vindo quase ninguém pela trilha de Abraão. Aquela praia imensa, estava vazia. Aproveitei para subir o drone e fazer fotos. Depois achei uma sombra e esperei dar 11h30m para ir até o restaurante, passando pelas casas abandonadas da antiga vila dos moradores. Enquanto o PF era preparado, a dona do estabelecimento trouxe um livro de fotografias de André Cypriano, que registrou os últimos momentos do presídio que existiu ali até 1994. O que hoje é um paraíso já foi o inferno na Terra. A ditadura de Getúlio Vargas mandava os presos políticos para o presídio de Dois Rios. Entre eles, o escritor Graciliano Ramos, que escreveu Memórias do Cárcere com experiências que viveu atrás das grades dessa praia isolada. Nos anos 1990, traficantes e milicianos famosos, como Fernandinho Beira-Mar, também passaram por lá.

Praia de Dois Rios, também conhecida como Praia do Presídio, é uma das mais bonitas
Preservação da Natureza na Ilha Grande

O curioso é que essa parte da ilha só se manteve tão preservada por causa do presídio. Como foi ativo até recentemente, segurou a especulação imobiliária. Quando encerrou suas atividades, a militância e a consciência ambiental já estavam desenvolvidas a ponto de garantirem que a natureza não fosse destruída. Hoje, as únicas pessoas autorizadas a pernoitar na vila são os funcionários do antigo presídio que não quiseram ir embora, e pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. O restaurante em que almocei é tocado pela família de ex-carcereiros.

Cores impressionantes na Praia de Dois Rios, na Ilha Grande

Depois do almoço fui caminhando até o presídio para tentar conhecer ele por dentro, mas era segunda-feira e estava fechado para visitação. Voltei, então, para a praia. Deitei sobre a prancha e dei uma cochilada. Acordei pouco depois, já animado para continuar a travessia de Stand Up Paddle. Só dei um mergulho no mar antes de começar a remar. De cima da prancha, vi uma pedra grande no fundo do mar e resolvi passar por cima. Foi só quando já estava lá que vi a “pedra” se mexer. Na verdade, era um imenso cardume, com milhares e milhares de peixes. No caminho ainda cruzei com tartarugas, peixes-voadores e arraias.

Vila de Dois Rios, com casas abandonadas e o presídio desativado
Pedaço Mais Difícil

O pedaço entre Dois Rios e Parnaióca foi o mais difícil. É uma parte muito longa sem praias, só com pedras. Mesmo com vento a favor, a remada tava dura por causa do sol forte e as ondas. Elas vinham meio de trás, meio do lado esquerdo, mas batiam no costão de pedra e voltavam turbulentas pela direita. Quando o pico de uma esquerda sincronizava com o pico de uma direita eu tinha que me concentrar para não cair. E em alguns momentos caí mesmo.

Vi no relógio meu ritmo despencar. A cada quilómetro, o tempo de remada ia piorando. Tentava remar mais forte e mesmo assim não rendia. O mar tava me chacoalhando, como se fosse uma formiga numa máquina de lavar roupas. Me afastei bastante da costa, para sofrer menos com as ondas, porém não adiantou. Sentia dores nas costas e minhas mãos ardiam com bolhas. Minha cabeça fervia com o calor. Estava quase parado, mas desistir não era uma opção. Afinal, esse pedaço é o mais vazio de toda ilha. Nenhum barco passa ali. Tinha que chegar na Praia da Parnaióca sozinho e antes que o sol fritasse meu cérebro.

Praia da Parnaióca, uma das mais isoladas e preservadas da Ilha Grande
Retomando a Motivação

Respirei fundo e remei, remei, remei, tentando não pensar em quanto faltava. Me concentrei em cada remada, em me manter de pé. Lembrei que a Parnaióca era a única praia do lado desabrigado da ilha que eu não conhecia. Desde o planejamento inicial, meses antes, uma das coisas que mais me motivaram foi justamente poder, finalmente, conhecer essa praia que para muitos é a mais bonita da Ilha Grande. Tinha um motivo para eu estar lá. Tinha um objetivo. E foi importante pensar nisso pra seguir remando.

Praia da Parnaióca e o Rio Parnaióca, que tem vários poços e uma pequena cachoeira

Quando virei a última península e vi a Praia da Parnaióca no fundo da enseada já não sentia mais dores. Meus lábios se estenderam num sorriso involuntário, genuíno e profundo. Consegui, pensei. E é linda mesmo, que lugar maravilhoso, que privilégio estar aqui. Fui direto pra sombra de uma árvore frondosa, onde tomei um litro e meio de água mineral, numa virada só. A praia era maior do que tinha imaginado. Não dava pra ver nenhuma construção, só a mata fechada. Tinha um grupo de pessoas perto de onde tinha parado e era isso, mais ninguém.

Praia da Parnaióca e a igrejinha
Praia da Parnaióca e Camping da Janete

Achei uma entrada na mata, um caminho largo, de areia, todo rastelado, sem nenhuma folha solta no chão. Ele dava direto no camping da Janete, onde estavam hospedados todos os turistas da praia. Ali, descobri que a Parnaióca já teve mil moradores, mas hoje são menos de dez. Os telefones celulares não encontram sinal das operadoras, não há rede elétrica, comércio, pousadas, nada. Apenas uma igreja com cemitério e esse camping e mais um (que estava completamente vazio). A própria Janete me contou as histórias do lugar, arrumou o único quarto que não era da família para que eu passasse a noite e preparou um jantar com peixe frito, arroz, feijão e farinha.

Caminho entre a praia e o camping da Janete, com minha prancha de SUP descansando na sombra
Previsão do Vento

Por incrível que pareça, o camping tem internet wi-fi. À noite eles ligam o gerador de energia elétrica por algumas horas e têm um sistema para receber sinal 3G. A velocidade de conexão é lenta, mas suficiente para consultar a previsão do vento. E ainda bem que eu vi, pois ela tinha mudado. O dia seguinte seria de vento contra e forte, logo cedo. Por isso resolvi dormir só até às quatro horas da manhã. Queria passar para o lado abrigado da ilha antes que o vento atingisse sua força máxima e que o calor do sol consumisse minhas energias.

Igrejinha da Praia da Parnaióca
Terceiro Dia de Remada

Quando o despertador tocou e vi aquele céu cheio de estrelas, fiquei com vontade de passar mais tempo na Parnaióca. Mas não seria dessa vez. Tinha uma travessia para terminar e não podia perder tempo. Remei forte, em linha reta. Pelo meu ombro esquerdo, vi o sol nascer no mar, colorindo a paisagem. Lá longe, à direita, estavam as praias Sul e Leste (sem dúvidas, as mais preservadas da Ilha Grande), atrás a Pranaióca e à frente a Ponta dos Meros.

Dia nascendo e eu já suado e cansado de tanto remar

Foi só quando virei a Ponta dos Meros que percebi como estava remando num mar mexido. No lado da ilha virado para o continente, o mar ficou liso, parecendo um espelho e me equilibrar no SUP já não exigia esforço. Foram 13 km intensos até parar na Ilha dos Meros. Ali descansei por uns vinte minutos, sem sair da prancha, e segui remando até a pequena Praia de Itaguaçu.

Praia de Itaguaçu, pequena encantadora
Praia de Itaguaçu

Parar em Itaguaçu não estava nos planos inicias. Na verdade, nunca tinha ouvido falar dela. Foi Janete, dona do camping, que disse que essa era a praia mais bonita da Ilha Grande. E confesso que fiquei surpreso. Ela já morava no paraíso. O que podia ser melhor que a Parnaióca? Por outro lado, como questionar uma legítima moradora local? Enfim, fiquei curioso e não podia perder a oportunidade de conhecer.

Itaguaçu, a praia mais bonita da Ilha Grande, segundo a Janete (moradora da Parnaióca)
A Praia Mais Bonita da Ilha Grande

A Praia de Itaguaçu é realmente encantadora. Pequenina, tem apenas duas casas, com pedras grandes na areia e no fundo do mar. Coqueiros e palmeiras também compõe o cenário. É incrível. Mas não consigo escolher uma mais bela. Cada praia tem sua particularidade. Todas são deslumbrantes à sua maneira. De qualquer forma, fiquei ali por algumas horas. Comi um atum enlatado que tinha trazido de São Paulo e descansei na sombra de uma das pedras, me protegendo do sol inclemente.

Praia escolhida para descansar algumas horas, no terceiro dia de travessia na Ilha Grande
Bar Flutuante da Lagoa Verde

A ideia quando saí da Parnaióca era dormir em Araçatiba, que fica logo depois da Praia de Itaguaçu. Mas ainda era cedo e estava me sentindo motivado. Resolvi seguir um pouco mais. Mesmo com vento bem forte e contra, consegui chegar rápido na Lagoa Verde (um dos pontos turísticos mais visitados da Ilha Grande). Parei no bar flutuante do Alberto. O cara é um gaúcho que vendeu tudo pra comprar esse bar, que é pouco mais que uma jangada e há oito anos também serve como casa para ele e a esposa. Quando fiz a travessia dois anos antes, essa foi uma das primeiras paradas. O Alberto falou que a gente era doido e que tava fazendo o percurso no sentido errado. Contei pra ele que tínhamos concluído com sucesso aquela expedição e agora estava quase terminando essa também. Ficamos horas trocando ideia, enquanto turistas do mundo todo vinham tomar caipirinha no seu bar.

Bar flutuante do Alberto, na Lagoa Verde
Última Noite

Passei a última noite na Praia da Longa. Ali tem uma comunidade relativamente grande, mas não é um destino turístico. Não tem pousadas e os restaurantes só abrem de dia. Demorei até achar um quarto para dormir. Na hora do jantar, o único lugar aberto era a padaria, mas que não tinha pão, nem nada fresco. Só biscoitos, amendoins, essas coisas. Pedi, por favor, que fritassem uns ovos e comi acompanhado de um açaí. Na volta, andando pela praia, vi a comunidade em seu momento de lazer. Muitos lotavam a igreja evangélica, mas a maioria estava curtindo a noite amena na areia. Os adultos conversavam de frente para o mar e as crianças (e adolescentes) brincavam de vôlei, pega-pega e esconde-esconde.

A Praia da Longa foi a escolhida para passar a última noite na Ilha Grande
Último Dia

O último dia foi o único com nuvens. O céu amanheceu nublado e, durante a travessia, abriu e fechou algumas vezes. Remei mais longe da costa, com uma vista ampla de todo o litoral de Angra dos Reis até Paraty e Ubatuba. Foi fácil mirar o lugar de chegada porque era bem no ponto onde tem a maior estrutura construída pelo homem. A casa dos meus amigos, onde deixei o carro, fica do lado do estaleiro da Petrobrás, que constrói plataformas de petróleo. Foram apenas 18 km para deixar a Praia da Longa, a Ilha Grande e o canal que separa a ilha do continente para trás. Estava muito feliz! Tinha conseguido! Foram quatro dias de remada, percorrendo 101 km. Mais um projeto que começou nas pesquisas, nesse mesmo computador que escrevo essas linhas e que se concretizou, saiu da tela, do papel, e foi pra água. Agora começo a pensar nos próximos…

Mapa da travessia de SUP, siando de Angra dos Reis, dando a volta completa na Ilha Grande e voltando para Angra dos Reis
Leia a Primeira Travessia de Volta Completa na Ilha Grande Aqui
DADOS DA TRAVESSIA DE SUP NA ILHA GRANDE

Distância = 101 km

Dia 1 – 26,5 km

Dia 2 – 29,5 km

Dia 3 – 27 km

Dia 4 – 18 km

Tempo* =

Dia 1 – 4 horas e 30 minutos

Dia 2 – 5 horas

Dia 3 – 4 horas e 40 minutos

Dia 4 – 3 horas

*esse é apenas o tempo de remada, sem incluir as paradas no caminho

Cidade = Ilha Grande, Angra dos Reis, Rio de Janeiro

ALUGUEL DE PRANCHA DE STAND UP NA ILHA GRANDE

Na vila do Abraão e em quase todas as praias mais movimentadas tem quiosques de aluguel de prancha de SUP

COMO CHEGAR NA ILHA GRANDE, RIO DE JANEIRO

Apesar do tamanho, Ilha Grande não tem ruas nem estradas. Aqui não chega carro.

Para chegar na ilha só remando ou de barco. Há o transporte público (mais barato – R$ 17 por pessoa) e o privado (mais rápido – R$ 100 por pessoa).

Também há alguns pontos de partida na costa, mas o que tem mais opções de horários, destinos na ilha e modelos de embarcação é Angra dos Reis.

A tabela completa com horários, preços e diferentes locais de saída e chegada você pode ver aqui.

Texto e fotos: Daniel Aratangy

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